• Amanda Capel

Dia Internacional do orgulho LGBTI+



Dia 28 de junho de 1969, em Greenwich Village, um bairro de Nova Iorque, policiais entraram em um bar alegando descumprimento da lei em relação às bebidas alcoólicas. Mas na verdade era uma ação rotineira para humilhar, prender, denegrir a imagem da pessoas e funcionários que frequentavam esses bares, um público de gays, lésbicas, bissexuais e trans.


Porém nesse dia 28 as pessoas decidiram reagir, enfrentaram os policiais, recusaram ser revistadas, mobilizaram centenas de moradores e apoiadores. No dia seguinte reuniram em frente ao Stonewall Inn, o bar que foi invadido pelos policiais, e deram continuidade ao protesto que durou seis dias.


No dia 1º de julho de 1970 foi realizada a 1ª parada gay, para recordar esse episódio que ficou conhecido como a rebelião de Stonewall, marco na luta contra a imposição da vergonha, da marginalidade, do preconceito, e o início da diversidade sexual e identificação de gênero.


Era o começo da revolução e da aceitação. Já houve muitas conquistas com o passar dos anos, 72 países já aprovaram leis para garantir a discriminação em ambiente de trabalho, 43 países possuem leis para combater crime de homofobia, 54 permitem casamentos homo afetivos, 49 países existem leis de adoção conjunta.


HOMOSSEXUALIDADE


CASAMENTO


ADOÇÃO



Porém ainda existe muita luta pela frente, 73 países ainda criminalizam relações homossexuais, sendo que em 8 deles vigora a pena de morte. E mesmo em países que já descriminalizaram e existe proteção, ainda existe um alto índice de crimes contra pessoas LGBTI+, mesmo que ilegal.


Em 1978 a luta ganhou força no brasil, junto com o movimento das mulheres e dos negros o movimento homossexual brasileiro entrou na luta democrática. Existem relatos mais antigos sobre a homossexualidade no brasil, mas foi no fim da década de 70 que ganharam força com um movimento social de luta pelo reconhecimento, visibilidade e respeito das diversidades sexuais e de gênero. E com o passar dos anos foram conquistando direitos, nos anos 80 retiraram a homossexualidade da lista de doenças do então Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps).


O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a descriminalizar a homossexualidade, em 1830. Em 1997 aconteceu a primeira parada gay no Brasil, em São Paulo, na Avenida paulista, onde até hoje reuni todos os anos milhares de pessoas na rua. E desde o começo da luta muitas conquistas foram alcançadas no Brasil. Homossexuais já podem se casar, desde 2013, e adotar crianças, desde 2010, com os mesmos direitos dos heterossexuais. Pessoas trans podem alterar, no registro civil, o prenome e o sexo diretamente nos cartórios, sem necessidade de cirurgia, laudos médicos ou autorização judicial, desde 2018.


Porém mesmo sendo um país que possui leis que regularizam e protegem LGBTI+ o Brasil é um dos lugares mais perigosos para homossexuais morarem, segundo pesquisas realizadas, a cada 20 horas, um(a) LGBTI+ morre no Brasil, pelo fato de ser LGBTI+, dentre as 445 vítimas de 2017, 387 foram assassinadas e 58 cometeram suicídio, dessas 194 eram gays (43,6%), 191 trans (42,9%), 43 lésbicas (9,7%), 5 bissexuais (1,1%) e 12 heterossexuais (2,7%).


A causa além de ser mundial, tomou conta inclusive das grandes marcas, que patrocinam eventos como o da parada gay, e criaram uma linha de produtos em apoio a luta contra o preconceito.


A Avon, patrocinadora da parada gay no Brasil, lançou a campanha #Sintanapele, onde reuniu grandes nomes da música brasileira para celebrar a diversidade e reforçar o posicionamento da marca.



Ano passado o Doritos lançou uma campanha com salgadinhos coloridos, e esse ano está de volta, o salgadinho vem nas cores do arco íris em apoio a causa LGBTI+. A renda arrecadada com a venda do Doritos Rainbow será destinada a ongs de todo o Brasil que apoiam a causa.



A Nike também está apoiando a causa e criou uma coleção chamada BETRUE com produtos estampados com as cores do arco íris.



Outra marca que entrou com produtos estampados com as cores do arco íris, em apoio a causa, foi a Adidas, a coleção se chama Pride Pack, e Pablo Vitar é a estrela da campanha.



Passarela além de fazer a coleção com a estampa de arco íris, vai reverte 10% do valor arrecadado para a casa 1 que é o centro de cultura e acolhimento LGBTI+.



Algumas marcas também criaram a linha de produtos com a bandeira em apoio ao mês do orgulho LGBTI+, Renner, C&A, Riachuelo, Amaro e Converse com peças bem coloridas.



Todos os seres humanos devem ter garantido o seu direito à vida. As conquistas pelos direitos humanos estão avançando, a luta começou a 50 anos atrás e vai continuar, contra a discriminação total por orientação sexual e identidade de gênero, em busca de uma sociedade mais justa e igualitária para todos.


Dia 28 de junho, dia internacional do orgulho gay.


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